Centro de Investigação da Fundação Champalimaud
O Centro de Investigação Champalimaud concretiza o objectivo da Fundação de construir um centro de investigação científica multidisciplinar, translacional e de referência no campo da biomedicina. Este Centro garante todas as condições para que investigadores e académicos, nacionais e estrangeiros, desenvolvam projectos de excelência nas áreas das neurociências e da oncologia.
O Centro dispõe de excelentes condições e das mais modernas tecnologias para investigação biomédica, bem como das infra-estruturas necessárias ao ensino pós-graduado e a programas de mestrado e de doutoramento.
Para prosseguir estes objectivos a Fundação optou por um modelo de eficácia comprovada: a investigação translacional, ou seja, fazendo permanentemente a ponte entre a investigação básica e a investigação clínica, assegurando que as descobertas científicas e as novas tecnologias se aplicam no desenvolvimento e no ensaio de soluções para os problemas clinicamente relevantes. Desta ligação íntima entre cientistas e médicos, entre investigação e tratamento, nasce mais rapidamente a resposta para os problemas que afligem as pessoas.
O Centro Champalimaud é aberto ao público e para ser usados por todos. Os jardins e restantes áreas públicas ocupam uma parte substancial do espaço disponível. Jardins panorâmicos com uma grande variedade de árvores e áreas verdes, um anfiteatro ao ar livre para a realização de espectáculos musicais, sessões científicas ou artísticas - tudo isto tendo como pano de fundo a água e o Tejo - ficam à disposição da cidade.
A FC já deu passos importantes na sua concretização do seu programa do cancro: em 2009 chegou a acordo com três grandes instituições norte-americanas (universidades de Princeton, Harvard e Cornell) para o desenvolvimento de programas científicos que já estão em funcionamento e que visam criar massa crítica que será transferida para Lisboa a partir de 2011. Neste momento há cientistas Champalimaud nessas três instituições, que são das mais prestigiadas no mundo científico, a investigar, a publicar e a formar outros cientistas que irão contribuir com o seu saber e experiência para a instalação do Programa de Metástases em Lisboa. Será o primeiro Centro mundial dedicado exclusivamente à investigação, prevenção e tratamento de metástases.
O Centro
O Centro Champalimaud inclui 2 edifícios dispostos de forma a promover o acesso livre:
- Edifício A, que contém nos pisos inferiores as áreas de diagnóstico e de tratamento, e nos pisos superiores os laboratórios de investigação básica e os serviços administrativos.
- Edifício B, que inclui um Auditório, uma Área de Exibições e uma Área de Restauração no piso de entrada. No piso superior estão os escritórios da Fundação, que comunicam com os serviços administrativos da Edifício A através de uma ponte em vidro.
- Espaço Aberto com jardins panorâmicos e um anfiteatro ao ar livre abertos ao público.
Os edifícios estão dispostos de forma a criar uma via pedonal em direcção ao mar.
No coração da Edifício A está o bloco principal, com os centros de diagnóstico e de tratamento nos pisos inferiores, e com os laboratórios nos pisos superiores.
Entra-se no edifício através de um lóbi de duplo pé direito que dá para um jardim tropical coberto. No piso da entrada encontram-se as zonas de exames, ligadas ao apoio clínico e ao centro de bem-estar. A partir do lóbi há acesso directo a uma área localizada no piso inferior, onde os utentes podem deixar os seus filhos pequenos.
O jardim tropical é a peça central do edifício. Neste piso estão o centro de diagnóstico e o centro de tratamento, sendo que este se abre para um outro jardim mais calmo e reservado, na extremidade oeste.
No primeiro piso estão localizados os laboratórios de investigação, distribuídos à volta do jardim tropical, os laboratórios de apoio e os gabinetes dos investigadores. Estes espaços culminam numa biblioteca de dois pisos localizada numa posição fulcral na intersecção das duas alas, o que a torna num local de encontro de cientistas e de utentes.
O segundo piso é o último piso de laboratórios, com aberturas para o piso inferior que ligam os dois níveis, de modo a incentivar e facilitar a interacção entre os profissionais, que é essencial na investigação científica.
O Centro Champalimaud é aberto ao público e para ser usado por todos.
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