Centro de Investigação da Fundação Champalimaud
O Centro de Investigação Champalimaud, materializa o objectivo da Fundação Champalimaud de construir um centro de investigação científica multidisciplinar translacional de referência no campo da biomedicina, que garanta as condições ideais para que investigadores e académicos nacionais e estrangeiros desenvolvam projectos de excelência com aplicação clínica (prevenção, diagnóstico e tratamento), nas áreas das neurociências e da oncologia. O Centro disporá das melhores condições e das mais modernas tecnologias para investigação biomédica, bem como das infra-estruturas necessárias ao ensino pós-graduado e a programas de mestrado e de doutoramento no campo da biomedicina.
O Centro Champalimaud ficará implantado num terreno de 60.000m2 na zona ribeirinha de Pedrouços. É um local privilegiado, perto da Torre de Belém, e onde o rio se encontra com o Oceano Atlântico e de onde os navegadores portugueses partiram há cinco séculos em busca do ‘desconhecido’. A presença de um centro de investigação científica de excelência e de reputação internacional alavanca o legado histórico desta zona e estabelece uma ponte inspiradora entre as “Descobertas” e a sempre actual epopeia das descobertas científicas.
O Centro Champalimaud promove a relação da cidade com o oceano e com o ‘desconhecido’ abrindo ao público amplas zonas ajardinadas de circulação pedonal através do empreendimento e ao longo do rio.
O projecto desenvolvido pelo Arquitecto Charles Correa para o Centro Champalimaud acolhe, desenvolve e potencia os objectivos de excelência científica e de celebração das “Descobertas”, ao mesmo tempo que devolve o rio à cidade e o torna acessível através de zonas públicas de grande beleza.
O Centro Champalimaud inclui 2 edifícios dispostos de forma a promover o acesso livre:
- Edifício A, que contém nos pisos inferiores as áreas de diagnóstico e de tratamento, e nos pisos superiores os laboratórios de investigação básica e os serviços administrativos.
- Edifício B, que inclui um Auditório, uma Área de Exibições e uma Área de Restauração no piso de entrada. No piso superior estão os escritórios da Fundação, que comunicam com os serviços administrativos da Edifício A através de uma elegante ponte de vidro.
- Espaço aberto com jardins panorâmicos e um anfiteatro ao ar livre.
Os edifícios estão dispostos de forma a criar uma via pedonal de 125 metros que atravessa diagonalmente o terreno (no sentido nascente-poente) em direcção ao mar e, simbolicamente, do ‘desconhecido’. Este caminho tem uma suave rampa ascendente em direcção ao rio (1:30) de tal maneira que na sua subida se vê unicamente o céu. No final da rampa encontram-se duas grandes esculturas monolíticas de pedra bruta. Ao ser atingido o ponto mais alto, ver-se-á uma grande massa de água que, aparentemente sem qualquer tipo de corte visual, liga com o oceano.
No centro desta massa de água emerge um objecto oval de aço inoxidável, ligeiramente convexo, que reflecte o céu azul e o movimento das nuvens; pode representar um conjunto diverso de coisas, desde a carapaça de uma tartaruga, a uma ilha tropical ou mesmo um tesouro, elementos que fazem parte da aventura mítica que inspirou os descobrimentos.
Nas plantas do projecto é possível ver como é que as diferentes áreas estão distribuídas nas três unidades do Centro Champalimaud.
Edifício A
No coração da Edifício A está o bloco central, com os centros de diagnóstico e de tratamento nos pisos inferiores e com os laboratórios nos pisos superiores.
Entra-se no edifício através de um lobby de duplo pé direito que dá para um jardim tropical coberto por uma pérgola que faz a ligação à natureza e, simbolicamente, à vida. Mais adiante no piso da entrada encontram-se as zonas de exames, ligadas ao apoio clínico e ao centro de bem-estar. A partir do lobby há acesso directo a uma área localizada no piso inferior onde os utentes podem deixar os seus filhos pequenos enquanto estão no Centro.
O jardim tropical coberto por uma pérgola é a peça central do edifício, ficando a uma cota de –4,5 metros, ou seja no piso inferior ao da entrada. Neste piso estão o centro de diagnóstico e o centro de tratamento, sendo que este se abre para um outro jardim mais calmo e reservado, na extremidade oeste. Também estão neste piso o biotério e uma área técnica, cada uma servida por uma zona de descarga, acessível pela via de serviço a norte do edifício.
No primeiro piso, estão localizados os laboratórios de investigação, distribuídos à volta do jardim tropical, os laboratórios de apoio e os gabinetes dos investigadores, estes com vista para a Marina e para o Oceano, a oeste. Estes espaços culminam numa biblioteca de dois pisos localizada numa posição fulcral na intersecção das duas alas, o que a torna num local de encontro de cientistas e de utentes. A sudoeste encontra-se um espaço de reserva para expansão consoante as necessidades futuras. Para nordeste estão a Cafetaria o Ginásio, com vista para o Oceano, a oeste.
O segundo piso é o último piso de laboratórios, com aberturas francas para o piso inferior que ligam os dois níveis, de modo a incentivar e facilitar a interacção entre os profissionais, que é essencial na investigação científica. Na ala nordeste deste segundo piso encontram-se os serviços administrativos que comunicam através de uma ponte de vidro com os escritórios da Fundação da Edifício B.
Na cobertura encontram-se as áreas técnicas e outras áreas de serviços.
Edifício B
No piso de entrada há uma área de exibições, que contém informação interactiva muito high tech para comunicar os objectivos inovadores da Fundação Champalimaud e para ilustrar os acontecimentos épicos que ocorreram exactamente neste local há 500 anos. Também estão localizados neste piso o Auditório e uma área de Restauração, com entradas próprias de forma a poderem ser utilizados separadamente ou em conjunto. A área de restauração surpreende-nos com um generoso terraço a sul, com vista para o passeio à beira rio.
Os escritórios da Fundação estão no piso superior, abrindo-se para bonitos terraços com árvores plantadas em terra.
Espaço Aberto
O Centro Champalimaud será um espaço aberto ao público pra ser usados por todos. Os jardins e restantes áreas públicas ocuparão metade do espaço disponível. Jardins panorâmicos com uma grande variedade de árvores e áreas verdes, um anfiteatro ao ar livre para a realização de espectáculos musicais, sessões científicas ou artísticas - tudo isto tendo como pano de fundo a água e o Tejo - ficarão à disposição da cidade. No edifício principal existirá também um jardim tropical de grandes dimensões.
No espaço público, as escolhas ao nível da vegetação prendem-se principalmente com uma coerência de harmonia e continuidade com as existências adjacentes, procurando a definição de elencos que assegurem a sustentabilidade dos sistemas. Optou-se pela escolha de espécies já existentes na envolvência ou das famílias destas, procurando não desvirtuar os princípios de arborização dos arruamentos próximos, valorizando algumas espécies por associação com outras.
As principais espécies utilizadas são: Celtis australis, Fraxinus angustifolia, Jacaranda mimosifolia, Populus alba, Pinus Pinea,Tipuana tipu, Tamarix canariensis e Eleagnus anguatifolia.
Nos maciços arbustivos as principais espécies utilizadas são: Arbustus unedo, Crataegus Monogyna, Phillyrea angustifolia, Quercus coccifera, Calluna vulgaris , Juniperus horizontalis, Lavandula spica, Santolina pinnata, Santolina chamaecyparissus e Satureja montana.
Newsletter
Keep up to date with the latest news on the Champalimaud Foundation by subscribing to our newsletter.
RSS feed
Keep up to date with the latest news on the Champalimaud Foundation by subscribing our RSS feed. RSS feed