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O Fundador

António de Sommer Champalimaud (1918-2004)

A sua vida

António de Sommer Champalimaud nasceu a 19 de março de 1918. Foi o primeiro de quatro filhos do casal Carlos Montez Champalimaud e Anna de Araújo de Sommer. Dono de um espírito empreendedor, convicções fortes e uma personalidade muito vincada, assumiu desde muito cedo os negócios da família construindo um sólido património.

A morte do pai quando tinha apenas 19 anos foi o ponto de viragem da vida do jovem António precipitando uma sucessão de eventos que marcaram o seu inigualável percurso. Sem qualquer conhecimento ou participação nos negócios do pai até então, abandonou o curso de Ciências Físico-Químicas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e contra tudo e todos revitalizou a falida Companhia Geral de Construções. O facto de ter herdado a maior parte dos bens do seu tio Henrique de Sommer muito contribuiu para o nascimento de um dos maiores empresários Portugueses de todos os tempos.

Até à revolução de abril de 1974, diversificou as áreas de negócio, do cimento ao ferro e ao aço, expandiu a atividade além-fronteiras e fez a sua entrada no mercado financeiro e segurador.

No entanto sofreu um enorme revés quando o seu património foi estatizado na sequência da revolução portuguesa. Apesar das enormes perdas financeiras, António Champalimaud fixou-se no Brasil onde com inigualável tenacidade reergueu o seu império, primeiro através de atividades industriais que bem conhecia, como a produção de cimento, e mais tarde através da diversificação dos seus negócios para o setor agrícola e criação de gado.

Regressou a Portugal na década de 90, altura em que começou a resolver a contenda com o Estado Português e investiu fortemente no sistema bancário nacional. A partir de então a sua vida dividia-se entre Portugal e o Brasil. Tornou-se proprietário de um dos maiores grupos financeiros portugueses, que veio a alienar anos mais tarde.

António de Sommer Champalimaud morreu a 8 de maio de 2004, tendo deixado uma marca inquestionável no panorama industrial e financeiro português. A sua vida foi marcada por desafios constantes, alguns fracassos e muitas vitórias, mas sempre movida por um elevado sentido de liberdade, ambição, independência, determinação, iniciativa, visão e criatividade. Traços que, mais do que a definição do que foi, são a origem do legado que vai perpetuar o nome de António de Sommer Champalimaud e mantê-lo associado a grandes conquistas.

O legado

A criação da Fundação D. Anna de Sommer Champalimaud e Dr. Carlos Montez Champalimaud, no seu testamento, foi um dos atos mais significativos de António de Sommer Champalimaud. Discreto nas suas intenções, guardou em vida segredo de tal decisão mas começou a dar forma a uma ambição maior: a de colocar o resultado do trabalho que desenvolveu ao serviço não apenas dos portugueses, mas da humanidade.

A Fundação Champalimaud é a concretização da sua visão e o reflexo do homem que foi. Um instrumento de mudança, uma alavanca para grandes descobertas, um caminho para explorar todas as potencialidades do futuro. Pretende patrocinar novos padrões de conhecimento e estimular descobertas no campo da biomedicina que promovam a saúde e bem estar da humanidade. Procura intervir ativamente na procura de soluções efetivas que aliviem o peso que a doença, nomeadamente oncológica, neurológica, mental e da visão, tem nas sociedades e no indivíduo.

Esta é a visão da Fundação Champalimaud que se mantém fiel à vontade do Fundador e faz jus ao ato generoso e patriótico que está na sua génese. Foi a Portugal, a sua pátria, que António de Sommer Champalimaud deixou os recursos que possibilitaram a criação de um Centro de última geração, com a ambição de que este se tornasse numa instituição de investigação e cuidados clínicos de excelência e uma referência a nível mundial, colocando Portugal na vanguarda da ciência. Este é o compromisso que a Fundação assume todos os dias e que pauta a sua atuação.