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Angels and Demons in Rectal Cancer: Challenging the Dogmas - 22 e 23 de fevereiro de 2018

Conheça a Dr. Inês Santiago, médica radiologia da Fundação Champalimaud, numa pequena entrevista onde descreve o seu papel na Fundação e mais especificamente na área do cancro retal, e lança ainda um olhar sobre os temas que irá abordar neste congresso.

  1. 11.1.2018

    A Dra. Inês Santiago é médica radiologista no Centro Clínico Champalimaud e uma das oradoras do Simpósio “Angels and Demons in Rectal Cancer: Challenging the Dogmas”, que terá lugar na Fundação Champalimaud, nos dias 22 e 23 de fevereiro de 2018. 

    Para mais informações, e para se registar aceda a: https://goo.gl/SYJd9n

    Qual o trabalho que desenvolve na Fundação Champalimaud, especificamente na área do cancro retal?
    "Eu sou uma radiologista de diagnóstico especialmente dedicada à imagem abdominal e gastrointestinal, e faço parte da Unidade de Digestivo - uma equipa multidisciplinar que integra médicos e oncologistas, gastroenterologistas, radiologistas, especialistas de medicina nuclear, cirurgiões, patologistas, psicólogos, fisioterapeutas e enfermeiros de investigação. A nossa equipa dedica-se ao diagnóstico e tratamento de doentes com cancro primário do abdómen e do trato gastrointestinal; e também à investigação clínica nessa vasta área de conhecimento. Encontro-me neste momento a realizar um programa de doutoramento, focado no desenvolvimento de novas técnicas em ressonância magnética: sou uma pequena peça do grande puzzle que faz a ponte entre a área clínica e os laboratórios de investigação fundamental, aqui na Fundação Champalimaud. O nosso trabalho é maioritariamente realizado na plataforma de imagem por ressonância magnética (RM) pré-clínica, extraordinariamente equipada com scanners de 16,4 e 9,4 Tesla, mas relaciona-se com o de outros grupos de investigação, como a Plataforma Computacional de Imagem Clínica e o laboratório de “Systems Oncology”. No que diz respeito ao meu programa de doutoramento, o principal objetivo é compreender melhor a biologia do cancro de reto e consequentemente aperfeiçoar a exatidão do estadiamento e re-estadiamento dos doentes, na esperança de poder contribuir para uma melhoria efetiva das taxas de sobrevivência e qualidade de vida".


    Qual o tema da apresentação que irá realizar no Simpósio “Angels and Demons in Rectal Cancer: Challenging the Dogmas”?

    "Eu vou discutir as vantagens da MRI no estadiamento do cancro de reto, elaborar os principais parâmetros a avaliar para suportar a tomada de decisões e como avaliá-los. Eu e Nikos Papanikolaou, o investigador principal que lidera a plataforma computacional de imagem clínica, discutiremos ainda alguns dos tópicos actualmente mais controversos em radiologia - “radiomics”, “machine learning” e inteligência artificial - e o impacto que poderão ter na imagem na área do cancro retal. Numa era em que já nem o céu parece ser o limite para as capacidades computacionais, a interpretação de imagens médicas pode estar muito próxima de uma mudança dramática. Num futuro relativamente próximo, algoritmos matemáticos complexos poderão pré-processar as imagens dos doentes e fornecer dados relativos ao diagnóstico, fenótipo tumoral, probabilidade de resposta a diferentes terapias e até mesmo prognóstico. Acreditamos que, enquanto radiologistas de diagnóstico, poderemos passar da pura leitura de imagens e execução de relatórios para um papel mais de integração, consolidação e validação de resultados".

    Quais as principais expetativas relativamente às apresentações dos restantes oradores?
    "Neste encontro, espero apresentações curtas, concisas e diretas ao assunto por parte de especialistas; e muito tempo para discussão. Estou ansiosa pelos debates sobre os temas mais controversos na área de diagnóstico e tratamento do cancro de reto, não apenas entre os oradores convidados, mas também entre estes e os participantes. Existem alguns temas que são particularmente atrativos para mim, dado o meu “background” e projetos atuais. Tenho especial interesse em ouvir as opiniões dos especialistas sobre a relevância de um estadiamento ganglionar positivo em RM e como se deve actuar perante o mesmo; quando e como avaliar a resposta à terapia neoadjuvante; e como identificar e tratar doentes sem sinais clínicos de tumor residual após a terapia neoadjuvante (aqueles que apresentam uma resposta clínica completa). Duas “escolas” de imagem em cancro retal bastante diferentes estarão representadas nesta reunião - uma baseada no Netherlands Cancer Institute, liderado por Regina Beets-Tan; e outra baseada no Royal Marsden NHS Foundation Trust Hospital, liderado por Gina Brown. Consigo antever algumas opiniões divergentes e como a discussão enriquecerá o conhecimento, não só dos radiologistas na sala (eu incluída), mas também dos restantes clínicos presentes ".




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