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Três cientistas da Fundação Champalimaud receberam Bolsas do European Research Council (ERC)

O European Research Council (ERC) atribuiu três Bolsas de Consolidação, no valor de 2 milhões de euros cada, a investigadores da Champalimaud Research.

  1. 29.11.2017

    Em Portugal, foram oito os investigadores, nas áreas das ciências da vida e das Ciências Físicas e Engenharias, que ganharam Consolidator Grants do European Research Council (ERC), num valor total superior a 16 milhões de euros.

    Da Fundação Champalimaud, os investigadores premiados são Susana Lima, Joseph Paton e Michael Orger, da Fundação Champalimaud (FC):

    Susana Lima é a Investigadora Principal do Laboratório de Neuroetologia (Neuroethology Lab) do Centro Champalimaud. Os cerca de dois milhões de euros foram atribuídos ao projeto “YinYang”, que visa desvendar a forma como as hormonas reprodutivas afetam o cérebro para controlar o comportamento sexual das fêmeas. Como explica Lima, “Já se sabia que as fêmeas apresentam comportamentos radicalmente diferentes em relação aos machos dependendo da fase do ciclo reprodutivo em que se encontram. No entanto, as bases biológicas subjacentes a esta transformação são em grande parte desconhecidas e é exatamente isto que pretendemos estudar neste projeto. O nosso objetivo é conseguir determinar a identidade dos circuitos neurais envolvidos e para isso usaremos uma combinação das mais avançadas técnicas ópticas e genéticas”.

    Joseph Paton é o Investigador Principal do Laboratório de Aprendizagem (Learning Lab) do Centro Champalimaud. Nos últimos anos, a sua equipa fez importantes avanços na compreensão de como o cérebro estima a passagem do tempo. O financiamento de dois milhões de euros vai permitir dissecar os mecanismos através dos quais sinais gerados internamente, tais como aqueles que informam o cérebro sobre a passagem do tempo, são utilizados para promover comportamentos num animal. Segundo Paton, uma compreensão mais aprofundada deste processo é “crucial para descobrir como o cérebro gera os sinais internos dinâmicos subjacentes aos atos cognitivos tais como a aprendizagem e o pensamento”.

    Michael Orger é o Investigador Principal do Laboratório da Visão à Acção (Vision to Action Lab) do Centro Champalimaud. A sua equipa utiliza técnicas de ponta para visualizar, de forma não invasiva, a atividade de cada neurónio do cérebro da larva de peixe-zebra enquanto este se movimenta e reage ao aparecimento de diferentes imagens. O projeto “Neurofish”, agora financiado pelo ERC em cerca de dois milhões de euros, permitirá obter “uma visão sem precedentes, à escala da célula, dos circuitos que transformam a informação visual em acção”, explica Orger.

    Em Portugal receberam também bolsas de consolidação ERC Ana Domingos e Luís Teixeira, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC); Mariana Pinho, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB-NOVA); Luísa Figueiredo do Instituto de Medicina Molecular (iMM | João Lobo Antunes) e Manuela Gomes da Universidade do Minho. Cada laboratório liderado por estes investigadores receberá entre dois e três milhões de euros para financiar os seus programas de investigação nas áreas de neurociências, metabolismo e infeção e imunidade.




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