Ana Fidalgo, DIRETORA, MÉD.
DERMATOLOGIA
A Unidade de Dermatologia, em funcionamento desde 2015, é dirigida pela Dra. Ana Fidalgo, seguindo um plano regular de vigilância de cancro cutâneo em estreita articulação com o Programa de Avaliação de Risco
Na Unidade de Dermatologia, os nossos especialistas trabalham em conjunto para personalizar o cuidado prestado aos doentes, dependendo do tipo de cancro de pele diagnosticado. Diariamente estudamos novas maneiras, mais seguras e eficazes, para prevenir, diagnosticar e tratar o cancro de pele. A Unidade de Dermatologia trata todas as tipologias de cancro da pele, como sejam as lesões pré-cancerígenas queratose actínica, o carcinoma baso-celular ou basalioma, o carcinoma espino-celular ou pavimento-celular e o Melanoma. Este último, apesar de menos frequente, por ser o mais maligno e perigoso, devido ao elevado risco de rápida metastização, é uma das principais áreas de interesse da Unidade.
A área de intervenção relativa à oncologia cutânea teve início em 2015, contando atualmente a equipa com duas médicas e uma enfermeira especialistas.
Nas reuniões multidisciplinares semanais, para avaliação dos casos clínicos em acompanhamento pela Unidade, estão ainda presentes radiologistas, patologistas, geneticistas, especialistas em medicina nuclear, enfermeiros, psico-oncologistas e especialistas em cuidados paliativos. A unidade conta com uma enfermeira dedicada, com ampla experiência na área da Dermatologia e cuja presença muito contribui para melhorar os cuidados de enfermagem prestados e para aumentar a eficácia da globalidade das técnicas terapêuticas. As suas atividades subdividem-se em consultas de enfermagem, no contexto clínico, cirúrgico e de ensaio; na realização de pensos (úlceras de perna, cirúrgicos e outros); no atendimento telefónico de follow-up clínico e cirúrgico; na gestão de marcações de consultas e técnicas terapêuticas e no apoio direto ao call center na gestão de pedidos de agendamentos urgentes.
Está comprovado que a exposição solar na infância está diretamente e proporcionalmente relacionada com o número de nevos (sinais) adquiridos em adulto. A utilização regular de protetores solares nas crianças tem um impacto direto na diminuição de sinais na idade adulta, e assim, na probabilidade de virem a desenvolver cancro de pele.”
A melhor forma de diagnosticar um cancro de pele é através da realização de uma biópsia da lesão suspeita. Pequenas amostras de tecido são removidas pelo(a) médico(a), que serão posteriormente examinadas para alcançar um diagnóstico e, a partir daí, delinear o tratamento mais adequado. No Centro Clínico Champalimaud, a prestação de cuidados inclui um plano de tratamentos personalizado e adaptado à tipologia de cancro identificado. Dependendo do diagnóstico, do estágio da doença e do plano de tratamento elaborado, todas as opções de tratamento estão disponíveis – radioterapia, quimioterapia ou cirurgia. A Unidade de Dermatologia dispõe das condições adequadas para fazer exames por Dermatoscopia Digital Computadorizada (DDC) e terapêuticas cirúrgicas com Laser de CO2.
A Investigação clínica faz igualmente parte do dia a dia da equipa, estanto em curso, entre outros, um ensaio clínico cooperativo internacional em doentes com Psoríase moderada a grave.
Fundação Champalimaud