22 a 23 Fev. 2018

Angels and Demons in Rectal Cancer: Challenging the Dogmas

A Fundação Champalimaud irá acolher, nos dias 22 e 23 de fevereiro de 2018, um encontro que pretende ser o palco de uma discussão para quebrar os dogmas que se apresentam como um entrave ao progresso na forma como se trata o cancro colorretal.

Angels and Demons in Rectal Cancer: Challenging the Dogmas

A Fundação Champalimaud irá acolher, nos dias 22 e 23 de fevereiro de 2018, um encontro que pretende ser o palco de uma discussão para quebrar os dogmas que se apresentam como um entrave ao progresso na forma como se trata o cancro colorretal.

Os demónios a que se refere o título do encontro, são então as doutrinas que persistem mesmo quando o progresso nos mostra que há melhores formas de abordar e tratar esta tipologia de cancro. Os anjos são claramente todos os profissionais de saúde que procuram novas e melhores soluções para os doentes, como são exemplo: a cirurgia robótica para aumentar a precisão; a imagiologia, nomeadamente a imagem por ressonância magnética (MRI) para o estadiamento e suporte à tomada de decisões terapêuticas; a radioterapia com administração de radiação de alta energia e estabilização do alvo a tratar, entre outros.

Serão então discutidos todos os meios que podem ser utilizados para obter mais informação sobre o cancro e assim avaliar os casos que precisam efetivamente de cirurgia, assegurando que são causados os menores danos possíveis, preservados os nervos da função sexual e evitada a incontinência do doente. A questão prende-se, não apenas com garantir que o doente sobrevive ao cancro, mas que o faça com qualidade de vida.

E para isso, muitas vezes, cada vez mais, adiar a cirurgia pode ser o melhor caminho. Será dada particular atenção à filosofia inicialmente estabelecida por Angelita Habr-Gamma, que assenta no princípio que, mais do que avançar cegamente para a cirurgia quando um cancro é diagnosticado, se deve adotar um protocolo Watch&Wait, com a administração combinada de radioterapia e quimioterapia, e uma avaliação atempada e continuada da resposta à terapia neoadjuvante. Em muitos casos, e a evidência científica comprova-o, esse plano de tratamento evita por completo a cirurgia, ou nos casos em que essa necessidade se mantém, o nível de intervenção é menor, com menores riscos para o doente.

O programa científico prevê palestras - sobre os temas mais controversos na área de diagnóstico e tratamento do cancro colorretal - realizadas pelos mais proeminentes médicos e investigadores mundiais nesta área, tendo sido assegurado o necessário tempo para a discussão, para o confronto de ideias e correntes. Será estimulada a intervenção de todos os participantes para gerar a discussão que irá certamente enriquecer o nosso entendimento e conhecimento sobre o cancro colorretal. Contamos convosco.