Atualmente na sua 5.ª edição, o CNM continua a reforçar as ligações entre escolas e instituições de investigação. Na Fase I, cientistas da Fundação GIMM e da Fundação Champalimaud apresentaram o programa a mais de 100 alunos do 8.º ano da Escola Dr. Azevedo Neves (Damaia, Amadora). A Fase II trouxe depois alunos e professores para o ambiente de investigação.
Durante um dia, a Fundação GIMM e a Fundação Champalimaud transformaram-se em espaços dinâmicos de aprendizagem prática. Cerca de 60 voluntários de ambas as comunidades científicas criaram e dinamizaram um conjunto diversificado de atividades interativas, proporcionando aos alunos uma oportunidade única de explorar a ciência a partir de múltiplas perspetivas.
De O maravilhoso mundo da Drosophila à Realidade aumentada na medicina, passando por temas como o peixe-zebra na investigação, a biologia do cancro, a ótica, criativos jogos científicos e práticas artístico-científicas, o programa combinou experimentação, descoberta e diálogo, tornando a ciência mais próxima, envolvente e acessível.

O impacto fez-se sentir em todos os participantes. Alunos e professores saíram inspirados, enquanto os investigadores valorizaram a oportunidade de partilhar o seu trabalho, refletir sobre o seu significado mais amplo e contribuir para uma cultura científica mais inclusiva. Estas trocas evidenciam o caráter recíproco das iniciativas de outreach: ao mesmo tempo que inspiram as novas gerações, enriquecem a própria comunidade científica.
O feedback dos participantes tem sido extremamente positivo, reforçando a importância de iniciativas que alargam o acesso à ciência e promovem a curiosidade e o sentido de pertença. Em muitos momentos, foi possível ver horizontes a expandirem-se em tempo real.
O CNM entra agora na Fase III, com sessões de mentoria a decorrer na escola, aprofundando as relações criadas e apoiando os alunos na construção dos seus próprios percursos.
Desde a sua criação, o CNM já chegou a mais de 1.000 alunos, envolveu cerca de 200 membros da comunidade científica, estabeleceu parcerias com quatro escolas TEIP (“Territórios Educativos de Intervenção Prioritária”) e envolveu duas instituições de investigação de referência.

Texto de Catarina Ramos, Co-coordenadora da Equipa de Comunicação, Eventos & Outreach da Fundação Champalimaud