27 Fevereiro 2026

Reputação de marca Fundação Champalimaud ao longo do tempo: resultados, contexto e reflexão

A Fundação Champalimaud tem mantido uma reputação forte e consistente ao longo dos últimos cinco anos, de acordo com o estudo anual de Reputação de Marca da OnStrategy. Em 2026, foi classificada entre as marcas consideradas “excelentes”, destacando-se como a única organização do setor da saúde neste grupo e assumindo a liderança neste setor. Estes resultados refletem um compromisso contínuo com a excelência científica, a qualidade clínica e a responsabilidade social, reforçando a confiança da sociedade através de iniciativas e ações com impacto real.

Os rankings de marcas e os estudos de reputação são publicados todos os anos, a nível nacional e internacional, e tendem a atrair atenção pelas suas tabelas comparativas e posições de destaque. Embora estes estudos sejam inevitavelmente influenciados por escolhas metodológicas, critérios de amostragem e fatores contextuais, podem ainda assim oferecer uma perspetiva útil sobre a forma como as organizações são percecionadas dentro de um mesmo ecossistema.

Um desses estudos é o inquérito anual de Reputação de Marca realizado pela Onstrategy, que avalia mais de 2.000 marcas, distribuídas por mais de 70 setores de atividade em Portugal. A edição de 2026 assinala o quinto ano consecutivo em que a reputação da Fundação Champalimaud é analisada neste enquadramento, permitindo uma leitura de médio prazo sobre a evolução das perceções do público, de profissionais e dos media ao longo do tempo.

No estudo realizado em 2025, com base numa escala de 100 pontos, a Fundação Champalimaud foi classificada entre as marcas consideradas “excelentes” pelos cidadãos, com uma pontuação superior a 80 pontos, destacando-se como a única organização do setor da saúde a integrar este grupo. Resultados semelhantes foram observados junto de jornalistas e opinion leaders, enquanto a análise por setor posicionou a Fundação Champalimaud no topo das marcas de healthcare. Considerando os últimos cinco anos, os dados revelam um padrão consistente de pontuações elevadas em reputação, quer quando o setor da saúde foi analisado de forma agregada, quer quando anteriormente se encontrava dividido entre público e privado.

Essa consistência é, provavelmente, mais significativa do que qualquer posição isolada num ranking. A reputação não se constrói num único ano, nem assenta em conquistas pontuais. Desenvolve-se gradualmente, através de ação sustentada, coerência ao longo do tempo e alinhamento entre o que uma instituição afirma, o que faz e a forma como se relaciona com as comunidades que a rodeiam. No caso de uma organização de investigação e saúde, isso inclui credibilidade científica, excelência clínica, transparência, responsabilidade social e a capacidade de comunicar trabalho complexo com clareza e integridade.

Ao mesmo tempo, é essencial olhar para os rankings de reputação com espírito crítico. Uma tabela pode refletir perceções num determinado momento, mas não consegue captar plenamente a profundidade, a diversidade ou o impacto de longo prazo do trabalho de uma instituição. A reputação também não deve ser encarada como um fim em si mesmo. Pode antes ser entendida como um efeito colateral de práticas quotidianas: investigação rigorosa, padrões éticos exigentes, colaboração, abertura ao escrutínio e um compromisso contínuo com o serviço aos doentes e à sociedade.

Manter confiança e credibilidade é, assim, um processo contínuo e não uma conquista estática. Os resultados dos últimos cinco anos representam, por isso, menos um motivo de celebração e mais uma oportunidade de reflexão, sobre as responsabilidades associadas ao reconhecimento público e sobre a necessidade permanente de merecer essa confiança através de ações, e não apenas de rankings.

 

Sobre a metodologia usada para a preparação dos relatórios de Reputação de Marca da Onstrategy: “Numa escala de 100 pontos, entre mais de 2.000 marcas auditadas (associadas a mais de 70 setores de atividade) ao longo de todo o ano e que foram previamente identificadas de forma espontânea por mais de 50.000 Cidadãos que refletem a sociedade Portuguesa em termos de distribuição geográfica, género, idade, grau de formação e classe social, por mais de 8.000 C-Levels Empresariais que refletem o tecido empresarial Português em termos de distribuição geográfica e dimensão (grandes, médias, pequenas e micro empresas), por mais de 900 jornalistas e por mais de 200 Líderes de Opinião.”

Relatórios 2022–2026

 

Texto de Catarina Ramos, Co-coordenadora da Equipa de Comunicação, Eventos & Outreach da Fundação Champalimaud

 

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