Para Leonor Beleza, a chegada de Rui Costa ao Conselho de Administração representa um contributo inestimável para a evolução do projeto científico e clínico da Fundação, nas áreas do cancro e das neurociências. Na sua declaração sublinha: “A visão estratégica e o percurso notável do professor Rui Costa reforçam a nossa capacidade de gerar conhecimento e transformá-lo em benefícios reais para os doentes e para a sociedade. É também uma aposta no futuro e na perenidade da nossa visão e ambição.”
Rui Costa assume a nova função “com enorme honra e sentido de responsabilidade”. Destaca que a Fundação Champalimaud “é um exemplo de ambição científica e compromisso com a inovação” e afirma querer contribuir para fortalecer “a descoberta científica, a translação clínica e a formação das futuras gerações de investigadores e clínicos”.
Rui Costa mantém uma relação profunda e duradoura com a Fundação Champalimaud desde os primórdios do seu projeto científico. Foi investigador principal e, mais tarde, diretor do Champalimaud Research, período durante o qual desempenhou um papel central na afirmação global da Fundação nas áreas das neurociências. A sua liderança científica contribuiu para atrair talento internacional, desenvolver programas de investigação ambiciosos e consolidar uma cultura de excelência e inovação. Mais recentemente, Rui Costa desempenhou funções de coordenação do Scientific Advisory Board.
Biografia
Após concluir o doutoramento na UCLA/Universidade do Porto e um pós-doutoramento na Universidade de Duke, integrou os National Institutes of Health (NIH), onde rapidamente se destacou. Em 2009, tornou-se investigador do Programa de Neurociência Champalimaud, atuando como vice-diretor e, posteriormente, como co-diretor da Champalimaud Research, de 2014 a 2017.
Entre 2017 e 2022, dirigiu o prestigiado Mortimer B. Zuckerman Mind Brain Behavior Institute, na Columbia University, em Nova Iorque, onde liderou programas científicos de grande escala e impulsionou colaborações interdisciplinares.
Em 2022, assumiu a presidência do Allen Institute, tornando-se o primeiro português a liderar uma instituição que é uma referência mundial na biologia, neurociência e ciência de dados.
Ao longo da sua carreira, Rui Costa tem recebido distinções nacionais e internacionais, entre as quais o grau de Comandante da Ordem de Sant’Iago da Espada, a Medalha Ariëns Kappers da Academia Real Holandesa de Artes e Ciências, e a eleição para a Organização Europeia de Biologia Molecular e para a Academia Nacional de Medicina dos EUA, reconhecimentos reservados a cientistas de extraordinário impacto.